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O Amor, às vezes, é assim

O Amor não se mede aos palmos.
O Amor surge do nada só porque tinha de ser.
Chega quando menos esperas.
Deseja-lo?
Talvez não, mas ele aí está.
Bateu à tua porta.
Às vezes, suavemente, quase sem reparares, esse sentimento de deslumbramento apanha-te. Não deste por ele, ou suposeste que não era Amor.
 Foi amizade, primeiro, depois prendeu-te, tal como faz o bebé que chega ao teu mundo.
Esperava-lo, mas achavas que não era assim.
É novidade.
É falta de experiência que é posta em prática.
É instinto humano.
Observas, cheiras, admiras, testemunhas e um dia dás por ti apaixonada.
Perdidamente apaixonada...

O triunfo é teu,
porque houve encantamento, dedicação, entrega, afeição e sedução.
Foste arrebatada do teu mundo terreno para beberes do cálice da salvação.

O Amor,às vezes, é assim.


(Celina Seabra)

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