Há gritos que ficam na garganta.
Percorrem a cavidade oral e ecoam lá longe, onde só tu consegues escutar.
É um grito engolido, sufocado.
Às vezes, é soluço ou 'ai' recalcado.
Outras, soa a suspiro e a nostalgia.
Talvez alguém repare e te questione.
Talvez te abrace, te aconchegue e a tua dor solucione.
Ou talvez não.
E o grito morre no teu peito.
A solução é embalares o teu sofrimento,
Pegar-lhe com cautela,
escutá-lo e aconselhá - lo.
Sê compassiva contigo e mima-te.
Troca - lhe a veste cinzenta e pinta-a de todas as cores. Aceita a tua diferença que é também a tua singularidade.
Vira a página e reescreve-a.
Desenraiza o espinho que suportas há muito tempo.
Às vezes, precisa de sangrar um pouco,
mas esse é o caminho para a cura.
(Celina Seabra)
https://www.youtube.com/watch?v=MAulPfzOJdI " Se queres uma amigo, cativa-me..." "Tu és responsável pela tua rosa" É assim que eu defino, também, o verdadeiro amigo... Foram poucos os que me cativaram... Vale a pena recordar e ler o capítulo XXI da obra O Principezinho de Saint-Exupéry Antoine de Saint-Exupéry: E foi então que apareceu a raposa. __... E foi então que apareceu a raposa. __ Bom dia - disse a raposa. __ Bom dia - respondeu educadamente o pequeno príncipe, que , olhando a sua volta, nada viu. __ Eu estou aqui - disse a voz, debaixo da macieira... __ Quem és tu? - perguntou o principezinho. __ Tu es bem bonita... __ Sou uma raposa - disse a raposa. __ Vem brincar comigo - propôs ele. __ Estou tão triste... __ Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. __ Não me cativaram ainda. __ Ah! desculpa - disse o principezinho. Mas após refletir, acrescentou: __ O que quer dizer "cativar"? __ Tu não és daqui - disse a rapo...

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