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Deixar-me ir...

Saudades de quem não me quer.
Saudades de tempos imaginários.
Angústia que se desconhece.
Solidão que teima em sobreviver.
Sorrisos que se desenham... pura simulação.
Desejo de estar triste.
Masoquismo egoísta.
Inglória do presente.
Esquecimento eterno.
Melancolia que não se apaga.
Cansaço que se entranha...
Nada fazer. Nada ser.
Deixar-me ir.

( Celina Seabra)

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