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Confinamento

 Cabana. Casa. Convento. Camarim. Casulo. Coação. Caixão.

 Obrigação imposta a uma nação.

 Necessidade, por negligência de quem vê no Vírus uma diversão. Néscio, nefasta perceção do

 Fanfarrão que se  desobriga de um Dever que faz dele cidadão.

 Infortúnio dos Outros, não deste que se arma em valentão.

 Nicotina que lhe enche os pulmões, 

 Abraço infecioso 

 Mortífera doença que te aprisiona em cadafalso sem ar.

 Encontro inimigo em campo de guerra alheio.

 Não o reconheces logo. É malicioso, ardiloso. Sorriso oblíquo,

 Trapaceiro companheiro; aquele que dissimulado e sem querer está a colocar-te do

 Outro lado. Talvez, com sorte, encontres o Covid obnubilado e fujas desse abraço bem apertado!


(Celina Seabra)

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https://www.youtube.com/watch?v=MAulPfzOJdI " Se queres uma amigo, cativa-me..."  "Tu és responsável pela tua rosa" É assim que eu defino, também, o verdadeiro amigo... Foram poucos os que me cativaram... Vale a pena recordar e ler o capítulo XXI da obra O Principezinho de Saint-Exupéry Antoine de Saint-Exupéry: E foi então que apareceu a raposa. __... E foi então que apareceu a raposa. __ Bom dia - disse a raposa. __ Bom dia - respondeu educadamente o pequeno príncipe, que , olhando a sua volta, nada viu. __ Eu estou aqui - disse a voz, debaixo da macieira... __ Quem és tu? - perguntou o principezinho. __ Tu es bem bonita... __ Sou uma raposa - disse a raposa. __ Vem brincar comigo - propôs ele. __ Estou tão triste... __ Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. __ Não me cativaram ainda. __ Ah! desculpa - disse o principezinho. Mas após refletir, acrescentou: __ O que quer dizer "cativar"? __ Tu não és daqui - disse a rapo...

Abraçar custa tão pouco

Dá-me um abraço e encosta o teu coração ao meu. Vê como bate em sintonia com o teu. És meu porto de abrigo. Teus braços são o ninho que me protegem das tormentas que ficam fora dos muros onde sou feliz. Embala-me e sê o meu anjo da guarda. O pulsar dessa caixinha de vida que és Tu, tranquiliza e anestesia a ilha apreensiva que construí em mim. ( Celina Seabra)

Que futuro?

QUE FUTURO?                 Estes meninos que vão às Orais ( de português, matemática, línguas…) não estudam nem querem saber mais.                 Não gostam de ler, nem de falar, mas os telemóveis sabem dedilhar.                 Um ano letivo a ensinar e nesta hora, é uma deceção para o setôr que não para de os ajudar.                 Confundem autores, ações, palavras, definições… Parece que nunca ouviram falar disso nas diversas lições.                 O professor ensina, ajuda, prepara, incentiva, elogia, enxuga lágrimas, abraça, impõe-se, porém chega ao fim e recebe desilusões.    ...