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Fazes-me falta, sabes?
Não sentes o meu coração bater mais forte porque penso em ti?
Onde ficaram os nossos risos, os nossos sonhos de meninas inocentes que brincavam livremente ?
Onde ficaram os nossos olhares cúmplices, compreensivos e os nossos pensamentos telepáticos?
Porque não batem em sintonia as nossas almas de irmãs que trilharam outrora vidas em comum?
Porque te afastaste de mim e procuraste nos outros aquilo que eu tinha para te dar? Porque não me abraçaste quando precisei? Porque não escutaste as minhas preces? Porque deixaste que eu me transformasse em fingimento? Porque fugiste ao meu laço, ao meu retrato de família?

O sol deixou de aquecer e eu procurei o arco-íris. Sulquei mares tempestuosos que se exaltaram dentro de mim. Naufraguei, bracejei e, finalmente, encontrei terra. A minha terra. O meu caminho, a minha vida. Sem ti…

(Celina Seabra)

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