Avançar para o conteúdo principal

ORAÇÃO


Meu Pai infinito,
Hoje aqui me apresento para te agradecer a minha vida e as estrelas que colocaste à minha disposição. São flores que ornamentam o meu caminho. Perfumam-no e tornam-no mais macio e mais fácil de percorrer.
Peço-te perdão pela minha alma que permanece encarcerada num corpo amedrontado.
Fujo à realidade e creio em quimeras e em suposições. Esqueci as orações…
Creio na Mãe Terra e em tudo o que gravita ao seu redor.
Creio no Infinito, num PAI terno, generoso, capaz de transformar o humilde em poderoso.
Ouço o silêncio e questiono-o: onde estás?
Por que não desmoronas o pecado, a maldade, a vingança e impões a igualdade, a liberdade?
Por que não moves montanhas e não transformas quem de Ti desdenha?
Por que não TE mostras mais vezes?  - em sorrisos, palavras, abraços, ações grandiosas, humanitárias…
Por que não destróis os vendilhões que voltaram a ocupar o Teu Templo e o corrompem com trocas, com sermões sem semente  e incapaz de germinarem? Por que não zelas pelo Teu Mundo? Porquê o silêncio, quando tantos te pedem ajuda?
Creio num Deus magnânimo, bondoso, capaz de milagres e de transformar o meu coração no seu Templo Sagrado.
Ámen.


( Celina Seabra)

Comentários

Mensagens populares deste blogue

DRAGÃO DE FOGO

Um gigantesco  incêndio  lavra o meu país. É tão pequeno, este cantinho à beira-mar, e tão grande o dragão que há já alguns dias Tomou posse deste pequeno jardim… É um ser feroz, uma alma diabólica, egoísta, Que saiu das profundezas do inferno Onde estivera hibernado, e teima em fustigar de labaredas cintilantes um cantinho que já fora verde, muito verde, quase de encantar… A cauda chamejante, magnânima,  serpenteia  o meu Portugal E a alma diabólica, impetuosa, continua a criar paisagens dantescas. E sobre nós, um céu de bronze, asfixiante… As noites surgem  avermelhadas e fuliginosas Como se tivessem acendido milhares de archotes. Ao redor, paira a cinza e as faíscas queimam as fagulhas Que já foram pinho… Mas o dragão não é fácil de atacar. Cavaleiros da paz constroem armadilhas e lutam Dia e noite a fim de vencer a Besta. Vidas são dizimadas, ceifadas como ervas daninhas… Ao dragão nada importa a não ser o prazer...

Deixa-me chorar...

“Deixa-me chorar para suavizar o que não sei dizer, mas sei sentir.” Deixa-me chorar para me libertar desta bofetada que só a minha alma sentiu e que não retribuiu. Deixa que rolem pelo meu rosto todas as lágrimas que se criaram nesse fosso que escavaste em mim. Deixa-me chorar porque preciso de voltar a sorrir. Deixa-me pintar um arco-íris que não se vê por fora, será o suficiente para afastar essas nuvens de deceção que tu criaste. Deceção que eu conheço. Desilusão que eu teimo em encobrir. Fantasia com que amorteço o que vejo e não quero reconhecer. Deixa-me chorar. Logo, logo, volto a reerguer-me. (Celina Seabra)

Acróstico

  F elizmente, a vida tem motivos para nos fazer sorrir. E ntrega-te ao sonho e embarca na sua realização. L eva contigo apenas o essencial: o sorriso para iluminar algumas lágrimas que hás de deixar cair… I mprescindível para o crescimento pessoal. A Fama é sol de pouca dura e Tu precisas apenas de ser C omo as aves do céu: Livre para voar. Liberto de amarras que só nos prendem ao chão e nos criam I lusões óticas que adoecem a nossa vontade de viver e a perceção da realidade. D á ao mundo a magia com que o Sol nos cumprimenta todos os dias. A ma como se não houvesse amanhã. Acredita. Usufrui dos teus sentidos para não teres fome de Vitória. D elega as imperfeições que agrilhoam as asas que nos prometeram ser de anjos E vive intensamente.   (Celina Seabra)