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12 de junho

Hoje sou Anne Frank,
a menina talentosa, extrovertida e observadora que só queria viver.
Sou a defensora da LIBERDADE e dos DIREITOS HUMANOS. Sou a apologista da JUSTIÇA.
E quando falo em LIBERDADE, falo em valores que a coroam como o RESPEITO pelo Outro, a Inclusão TUA mas,também,MINHA. Porque quando libertinamente pões em causa os meus Direitos, perdes TU a liberdade de proclamares a tua liberdade e de a viveres em paz.
Quem és TU para me ofenderes irrefletidamente quando sabes que a par da Liberdade está a Responsabilidade que assumiste cumprir? Porque ser livre não é agir espontâneamente só porque o quiseste fazer. Não és único no mundo. Outros o partilham contigo. Assim, cultiva a tua Dignidade e não prejudiques a Liberdade alheia.
Se cada um se colocasse ( de vez em quando) no lugar do Outro, saberíamos o que é a Liberdade.
Não o fez a ideologia hitleriana que se achou Senhora do mundo e condenou um povo ao sacrifício.
Século XX, igual a Homem Racional. 
Que ironia!!!
Mais de um milhão de crianças foram mortas só porque sim! Só porque se acreditava na superioridade de uma raça - a ariana! Havia ( no entender nazi) de preservar-se o património genético dos alemães. Os outros, sem " pedigree", seriam abolidos da face da Terra!
O valor fundamental de um ser humano não estava na sua individualidade, mas no grupo racial a que pertencia. 
E, por isso, aconteceu o Holocausto.
No século XX...
Ao longo dos tempos, histórias macabras, onde o egoísmo e a insensatez imperam, marcaram a Humanidade. Houve sempre um ou dois ou três senhores que encarnaram a escuridão e as trevas...
" Apesar de tudo, continuo a acreditar na bondade humana" dizia Anne.
Também eu creio, " apesar de tudo".
Bem haja aos que insistem em lutar por um mundo melhor e pôem em causa a sua própria existência.
São os que não se mascaram, os que não se escondem em vielas pouco recomendadas ou em palácios de vidro. São os heróis de um mundo que penso, por vezes, perdido porque distante da noção Humanidade.
São os que encarnam o sonho de Martin Luther King, a abnegação de Madre Teresa de Calcutá, a resistência de Nelson Mandela, de Malala Yousafzai, a generosidade de Gandhi, de Dalai Lama, a coragem de alguns médicos Sem Fronteiras e dos missionários que se libertam das amarras do materialismo para socorrerem o próximo, o irmão sem nome.
Creio nesse HOMEM / MULHER / CRIANÇA,que se erguem todas as manhãs e se vestem de Fé, Esperança e Caridade.


( Celina Seabra)


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