Esta solidão sou eu.
Não sou tristeza,
Nem antipatia...
Sou silêncio,
Paz sem nome,
Som sem ruído.
Só trinados
em sinfonia
nascidos da mão de Deus.
Esta solidão é feita de encontros comigo.
É descoberta e banhos batismais.
É a conversa entre o início e o meio para preparar o fim.
Esta solidão sou eu
Que procuro decifrar o alimento
Com que saciarei o meu presente.
É a minha forma de refletir no Agora,
De meditar a essência do que fui e sou.
(Celina Seabra)

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