Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Arrojo

Quando tiver coragem vou fazer "das tripas coração", o que quer dizer exatamente o mesmo: entrar em ação; ganhar determinação e confiança para embarcar numa nova viagem. O medo há de criar borboletas na barriga. A respiração vai aumentar de ritmo, mas não interessa porque  o primeiro passo já foi tomado. O certo? O primeiro.  Aquele que nos impele para a frente. O que nos permite visualizar o Horizonte. Ainda é linha horizontal lá longe, mas é uma meta. E as borboletas hão de voar e com elas a taquicardia, o receio da imperfeição... E a respiração há de entrar no ritmo do bater tranquilo do coração. O importante é partir. O importante é desfragmentar o medo e constatar que a mudança é necessária e saudável. O mérito será teu. A bonança atinge-se quando conseguires controlar o teu Eu. Tarefa difícil?  Capitão da tua Vida, âncora do teu navio, sem perder o leme... Desvios? É para isso que servem as velas. Arma-te de audácia e não lamentes o ...

Entre o sonho e a realidade

Durmo. Um sono incómodo, irrequieto, cheio do turbilhão da vida que deixou de ter o sol como relógio. Stress. Angústia. Incertezas. Outrora sonhava acordada. Outrora eram canções de embalar e adormecia.  Por vezes, o sonho dava continuação ao filme que formara em imagens antes e projetava-se, agora, na tela da imaginação. Estrelas puxavam-me num voo alto e podia atingir o céu. O universo era o meu caminho. O Amor sentava-se ao meu lado e contava-me histórias com um final feliz. Sentia-me sibila e acordada escrevia o meu destino e, por vezes, o dos outros. Num torvelinho e agasalhada dos temores que me perseguiam lá longe, não tinha medo. A realidade era outra. A taquicardia da rotina que impede o Homem de ver a beleza que o rodeia, agarrava-me com as  suas mãos gélidas e o equilíbrio tornava-se pânico, desassossego, sofrimento. O Medo tornava-se Rei e Senhor. A prece vinha exorcizar o pânico e só assim me aventurava no que apelidam de Vida. Hoje já não so...

Acróstico

F iltro para todas as impurezas sugadas ao longo do ano. É a época ansiada por todos. sobretudo quando há saúde e se corre atrás da Felicidade. R umo a paraísos desconhecidos ou a um lugar que te presenteie com energias positivas. I r à redescoberta do que achavas ter perdido: a paz; a reconciliação contigo e com ou outros. A braçar tudo e todos, porque um abraço não tem preço e é remédio santo! S aborear o instante sem ligar a horários. Fazer uma PAUSA para gozares as TUAS FÉRIAS! ( Celina Seabra)
Perdão. Anseio por perdão. Quero deixar de VER e OUVIR. Sem estes sentidos poderia ser Feliz. Cobiça, Ciúmes, Raiva, Dor... Carvão para te queimares. Igual a vela que não se colhe durante a tempestade. Naufrágio cerebral. Inquietude corporal. Explosão! Viras tição! Geras desunião. Vem,brisa! Sopra para bem longe este negrume que arde e inflama a essência que criaste em Ti. Concentração. Respiração. Inspira... Expira. Um, dois, três... inspira. Um, dois, três... expira. Relaxa. Toma consciência de que és Inteligente e boa. Sorri. Descontrai. Essa Dor vai passar a ser, apenas, uma pequena dor. INSPIRA... ....EXPIRA. Concentra-te em Ti. É em TI que está TUDO. Vive! Ama! A Mágoa vai passar... ( Celina Seabra)
Hoje sou feliz. Porque não ontem? Porque não amanhã? Porque te chamam FELICIDADE se não és constante? Que sensação é essa que te invade por dentro e te faz sorrir, cantar e sonhar? És arisca, jogas ao esconde: “ Vê se me apanhas!” Traças caminhos que passam a labirintos e ouço-te rir. Troças de quem te busca e foges-lhes como a areia que escorrega entre os dedos. Deixas que a outra sensação, a nuvem que se encobre nos arbustos altos que trepam o teu labirinto, me encontre, me assuste e me destroce, tantas vezes. Não vês que me atormentas? Não te apanho. E quando te encontro é porque me apanhas desprevenida. És a borboleta que entra mansamente pela janela que ficou aberta… Mas a sensação que me invade é boa, muito boa e faz-me feliz. Matas-me, momentaneamente, a sede, quando o que desejo é essa fonte dentro de mim. És o antídoto perfeito para a minha tristeza que não tem nome. És o xanax que adormece o turbilhão que se forma inexplicavelmente dentro de mim. O...

Pedinte

Velha. Mulher de idade avançada. Antiquada. Decrépita. Envelhecida por dentro. Murcha. Velha jovem: insatisfeita, quase nada, meio termo, promessa quebrada... Era uma vez uma menina sonhadora que acreditava em viagens fantásticas e em finais felizes. O sonho perdeu-se. Ficou perdido lá longe numa alma que se fechou. Virou concha, mas vazia. A pérola que tentaram lapidar virou espuma e a espuma desapareceu. O rio lavou. O tempo não parou, mas a menina deixou de sonhar. Dentro formou-se uma pedra e não soube como contorná-la. Dentro vive um ser destruidor, corrosivo, tentador e voraz ... Nada o satisfaz. Dentro pulula um medo indecifrável que afogueia. A lava espalha-se por ali e queima, incinera a voz que deveria cantar e louvar o Bem. Esqueceu os Outros. Centrou-se em si. Embrulhou a mágoa, os ciúmes, a inveja e fez-se Insatisfação. Se encostares o teu ouvido ao seu coração, talvez ele derreta. Se souberes as palavras certas, talvez o sofrimento se deixe lavar em ...