Avançar para o conteúdo principal
INSULAR

Sou uma ilha cercada de água por todos os lados e não sei nadar...
Nasci insular e o mar que me criou é tantas vezes monstro dentro de mim.
Embora cuide do meu jardim, plante rosas, cidreira e jasmim, ervas daninhas crescem dentro de mim.
Já disse: sou uma ilha!
E quando um barco aporta não é para ficar nem eu nele embarcar...
Não sou marinheiro, nem sei navegar...
Cuido do meu jardim e edifico paredes de cristal...
Às vezes, deixo entrar as borboletas... vejo-as voar, brincar, seduzir, poisar e beijar o jasmim ou o capim... mas depois partem... deixo-as partir... desejava-as para mim, mas elas não são de ficar, nem eu de aprisionar.
Queria uma borboleta só para mim...
Queria um anjo que se revelasse...
Queria um abraço que me apertasse e não me libertasse...
Queria um AMIGO ESPECIAL que de mim precisasse e me apreciasse...
Queria ser a ROSA ÚNICA do teu jardim...
Não preciso de redoma, apenas que cuides de mim.


Comentários

Mensagens populares deste blogue

https://www.youtube.com/watch?v=MAulPfzOJdI " Se queres uma amigo, cativa-me..."  "Tu és responsável pela tua rosa" É assim que eu defino, também, o verdadeiro amigo... Foram poucos os que me cativaram... Vale a pena recordar e ler o capítulo XXI da obra O Principezinho de Saint-Exupéry Antoine de Saint-Exupéry: E foi então que apareceu a raposa. __... E foi então que apareceu a raposa. __ Bom dia - disse a raposa. __ Bom dia - respondeu educadamente o pequeno príncipe, que , olhando a sua volta, nada viu. __ Eu estou aqui - disse a voz, debaixo da macieira... __ Quem és tu? - perguntou o principezinho. __ Tu es bem bonita... __ Sou uma raposa - disse a raposa. __ Vem brincar comigo - propôs ele. __ Estou tão triste... __ Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. __ Não me cativaram ainda. __ Ah! desculpa - disse o principezinho. Mas após refletir, acrescentou: __ O que quer dizer "cativar"? __ Tu não és daqui - disse a rapo...

Abraçar custa tão pouco

Dá-me um abraço e encosta o teu coração ao meu. Vê como bate em sintonia com o teu. És meu porto de abrigo. Teus braços são o ninho que me protegem das tormentas que ficam fora dos muros onde sou feliz. Embala-me e sê o meu anjo da guarda. O pulsar dessa caixinha de vida que és Tu, tranquiliza e anestesia a ilha apreensiva que construí em mim. ( Celina Seabra)

Que futuro?

QUE FUTURO?                 Estes meninos que vão às Orais ( de português, matemática, línguas…) não estudam nem querem saber mais.                 Não gostam de ler, nem de falar, mas os telemóveis sabem dedilhar.                 Um ano letivo a ensinar e nesta hora, é uma deceção para o setôr que não para de os ajudar.                 Confundem autores, ações, palavras, definições… Parece que nunca ouviram falar disso nas diversas lições.                 O professor ensina, ajuda, prepara, incentiva, elogia, enxuga lágrimas, abraça, impõe-se, porém chega ao fim e recebe desilusões.    ...