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Xeque-mate

Tanta rispidez, tanta indiferença
No teu olhar…
Nuvens cinzentas perturbam a tua alma e tu não consegues enxergar o sol.
Afastas-me.
O muro ergue-se.
Que mal te fiz?
Porque ages assim?
Debaixo dos cabelos loiros,
Uma mente sórdida,
atordoada por acontecimentos desconexos.
Construíste um jogo de xadrez ao meu redor.
Não voltarei a pecar.
Não voltarei a olhar para ti da mesma maneira.
Não estenderei a mão.
Sou humana.
Anseio por paz e amor.
Dama ou peão?
Tanto me faz.

Xeque -mate!

( Celina Seabra)

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