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Jovem rebelde, que procuras a felicidade nas novas tecnologias, não vás por aí!
Também eu, fui jovem. Também eu, quis correr atrás do que achava liberdade e perdi-me.
Os caminhos que percorri trouxeram-me, primeiro a surpresa das novidades: as noites perdidas, as danças loucas, os vícios que alucinam e nos atraem como fogo de artifício, as conversas sem sentido, os planos sem alicerces, o amor vadio, fútil, inexpressivo, as decisões imbecis, a prisão da alma, o cansaço da vida...
Abandonas quem verdadeiramente te ama, para te entregares ao corropio do mundo. " Está na moda!", dizem. " Estás na moda!" E o que ganhas? O que trazes nas algibeiras? Coração mendigo de amor. Fadiga na alma.
E, afinal, estava tudo ali.
No teu lar era o paraíso. Mas tal Adão e Eva, procuraste o conhecimento entre o mundo e pagas pela tua tentação. Não és feliz.
 E o que é ser feliz? Por que nos cansamos para atingirmos um clímax passageiro? Porque somos obcecados pela procura lá fora? Porque somos prisioneiros da civilização? Não fomos criados para ser livres? Não somos a imagem de Deus? Então, porquê esse vazio? Porquê a procura da cruz? Porquê a lucidez na escolha do que é Bem e Mal? Por que não me deixo apenas ir atrás do sol e adormeço com as estrelas?
Maldita a vontade de querer o impossível! 
Não és estrela, então sê gente! 
( Celina Seabra)

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