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Todos dizemos pequenas mentiras e usamos meias verdades. A vida é um binómio e às vezes o meio termo torna a vida mais engraçada. Mas quando a mentira ultrapassa os limites, a deceção é a resenha final. Mentir consciente de que não queres magoar o outro pode parecer a solução. Porém, mais cedo a Verdade constrói caminho no labirinto criado pelo medo que é despido. A verdade exige prudência e sensibilidade. Sinceridade não exige insensibilidade. É necessário recorrer à sensatez para a poder revelar. Errar é humano, mas nada tem a ver com a mentira. Esta é um balão que enche e que cria ilusão para se transformar em desilusão. Há que criar o momento certo para dizer a Verdade e arranjar coragem para aceitar a opinião. Resguardar - se à omissão de factos é uma questão de preservação. Nem tudo tem de ser dito, por isso o direito ao silêncio. Mentir para chamar sobre si a atenção, Só conduz à separação. Onde fica a credibilidade e a confiança? É o início do fim, isto para mim. Sinceridade com delicadeza É importante E como se diz, o que se diz e quando se diz, é inteligência para não deixar ninguém infeliz. Uma boa dose de auto censura é GPS para relações saudáveis. Não sei mentir, mas não digo que nunca menti também. Na omissão, no silêncio, calo as minhas verdades. E ficar calado não é mentir, É apenas proteger quem não quero ver sofrer. (Celina Seabra) .

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