É tão fácil perder a paz interior.
Achas que está tudo sob control,
Que já nada te perturba e surpreende, mas desengane-se quem assim pensa.
Somos frágeis e facilmente vacilamos.
Algo nasce, incontrolável, dentro de nós e, às vezes, salta-nos "a tampa '.
E saltar a tampa pode ser para o bem ou para o mal. Ou desabafas e ensinas, ou calas e ferves, ou gritas e até te arrependes.
Ai, não ter eu a capacidade dos estoicos! Não saber eu de um "stoa', um pórtico mágico e viver sempre de acordo com a Razão em busca da efémera tranquilidade interior!
Somos postos à prova, ponto.
" Inchamos " para desinchar.
Cresce a soberba umas vezes , mas entumecemos também.
Não é fácil lidar com a injustiça, com os traiçoeiros, com os duvidosos, mas também é difícil ser justiceiro e usar da verdade sem humildade...
Apetece-me citar Ricardo Reis "Desenlacemos as mãos..." pois "passamos como o rio."
(Celina Seabra)
https://www.youtube.com/watch?v=MAulPfzOJdI " Se queres uma amigo, cativa-me..." "Tu és responsável pela tua rosa" É assim que eu defino, também, o verdadeiro amigo... Foram poucos os que me cativaram... Vale a pena recordar e ler o capítulo XXI da obra O Principezinho de Saint-Exupéry Antoine de Saint-Exupéry: E foi então que apareceu a raposa. __... E foi então que apareceu a raposa. __ Bom dia - disse a raposa. __ Bom dia - respondeu educadamente o pequeno príncipe, que , olhando a sua volta, nada viu. __ Eu estou aqui - disse a voz, debaixo da macieira... __ Quem és tu? - perguntou o principezinho. __ Tu es bem bonita... __ Sou uma raposa - disse a raposa. __ Vem brincar comigo - propôs ele. __ Estou tão triste... __ Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. __ Não me cativaram ainda. __ Ah! desculpa - disse o principezinho. Mas após refletir, acrescentou: __ O que quer dizer "cativar"? __ Tu não és daqui - disse a rapo...

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