Aqui, neste canto do fim do mundo, encontro o meu berço singelo e simples.
O azul - paleta variável do céu - abriga o verde que se espraia pela montanha.
A beleza não é a do cinzel do Homem que sonha, pensa, constrói e destrói.
Há simplesmente Beleza
da natureza que se reconstrói ao sabor do tempo e dos ventos, das primaveras e dos vendavais.
Aqui, esporadicamente,
regresso ao útero materno e ouço, afastada, o respirar do mundo que apela a deixar - me estar.
O ar é anestesiante e o silêncio ensurdecedor.
Se pudesse, seria Bela Adormecida, aqui.
A natureza haveria de encobrir o meu corpo e o sono seria o da paz eterna.
Mas,
Sobre mim, paira o olho de Deus que vigia carinhosamente os meus passos e me beija para regressar à fuga civilizacional.
Fica a promessa : hás de retornar!
(CELINA SEABRA)
https://www.youtube.com/watch?v=MAulPfzOJdI " Se queres uma amigo, cativa-me..." "Tu és responsável pela tua rosa" É assim que eu defino, também, o verdadeiro amigo... Foram poucos os que me cativaram... Vale a pena recordar e ler o capítulo XXI da obra O Principezinho de Saint-Exupéry Antoine de Saint-Exupéry: E foi então que apareceu a raposa. __... E foi então que apareceu a raposa. __ Bom dia - disse a raposa. __ Bom dia - respondeu educadamente o pequeno príncipe, que , olhando a sua volta, nada viu. __ Eu estou aqui - disse a voz, debaixo da macieira... __ Quem és tu? - perguntou o principezinho. __ Tu es bem bonita... __ Sou uma raposa - disse a raposa. __ Vem brincar comigo - propôs ele. __ Estou tão triste... __ Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. __ Não me cativaram ainda. __ Ah! desculpa - disse o principezinho. Mas após refletir, acrescentou: __ O que quer dizer "cativar"? __ Tu não és daqui - disse a rapo...

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