Avançar para o conteúdo principal

Sentimentos

Como os defino?


MEDO: sentimento opressor que impede a lucidez e conduz ao desastre psicológico.Sinais: pânico; irritação; acabrunhamento; choro.

OTIMISMO: caminho certo para o sucesso.
Remédio para a mente e para a alma.
Arma letal contra a depressão.
Fora.de.estrada capaz de derrubar os muros fictícios e solucionáveis, levantados pelo Medo.

PESSIMISMO, vocábulo criado pelo céticos. Primo direito da miopia. Veste de preto e cinzento. Usa cinto de castidade e recusa-se a encarar a novidade.Lamechas, usa fato e gravata; frequenta Museus de História Antiga e deles faz sua a política.

CRENÇA: árvore da vida. Fé invencível. Herói que se ultrapassa. Firmeza de caráter.

AMOR: sentimento capaz de transformar o mundo e o Homem.
Não se compra, surge, cresce e dá-se.
É altruísta e benigno.
É o medicamento mais acessível, capaz de curar todas as doenças.

ÓDIO: é ardiloso, astuto, venenoso e destruidor.
Usa trajes metamorfoseados para cativar a vítima.
É um inimigo implacável e assassino do bem-estar.

PERDÃO: é benção para quem o concede e para quem recebe.
É a reconciliação da alma partida em mil pedaços.
É o prémio que nos conduz à paz.
É a reconstrução de ti próprio.
É laço que não aperta, mas ornamenta.

AMIZADE: quem encontra a verdadeira amizade, encontra um tesouro valioso.Será o sol que te ilumina, quando vagueiam nuvens passageiras...
Será a estrela da manhã que te acompanhará, mesmo quando a distância existe.
É encontrar um irmão ou uma irmã.
É confiar, é abraçar, é rir, é chorar... Ela há de lá estar.

( Celina Seabra)

Comentários

Mensagens populares deste blogue

DRAGÃO DE FOGO

Um gigantesco  incêndio  lavra o meu país. É tão pequeno, este cantinho à beira-mar, e tão grande o dragão que há já alguns dias Tomou posse deste pequeno jardim… É um ser feroz, uma alma diabólica, egoísta, Que saiu das profundezas do inferno Onde estivera hibernado, e teima em fustigar de labaredas cintilantes um cantinho que já fora verde, muito verde, quase de encantar… A cauda chamejante, magnânima,  serpenteia  o meu Portugal E a alma diabólica, impetuosa, continua a criar paisagens dantescas. E sobre nós, um céu de bronze, asfixiante… As noites surgem  avermelhadas e fuliginosas Como se tivessem acendido milhares de archotes. Ao redor, paira a cinza e as faíscas queimam as fagulhas Que já foram pinho… Mas o dragão não é fácil de atacar. Cavaleiros da paz constroem armadilhas e lutam Dia e noite a fim de vencer a Besta. Vidas são dizimadas, ceifadas como ervas daninhas… Ao dragão nada importa a não ser o prazer...

Deixa-me chorar...

“Deixa-me chorar para suavizar o que não sei dizer, mas sei sentir.” Deixa-me chorar para me libertar desta bofetada que só a minha alma sentiu e que não retribuiu. Deixa que rolem pelo meu rosto todas as lágrimas que se criaram nesse fosso que escavaste em mim. Deixa-me chorar porque preciso de voltar a sorrir. Deixa-me pintar um arco-íris que não se vê por fora, será o suficiente para afastar essas nuvens de deceção que tu criaste. Deceção que eu conheço. Desilusão que eu teimo em encobrir. Fantasia com que amorteço o que vejo e não quero reconhecer. Deixa-me chorar. Logo, logo, volto a reerguer-me. (Celina Seabra)

Abandono

Dentro de mim não cabe a Felicidade. Miro-a, aproximo-me, invisto e a barreira invisível afasta-te de mim. Dentro um poço sem fundo, labirintos escuros, escolhas imperfeitas. Dentro o desejo de agarrar esse TODO que nunca serei: única, consciente e crente. Vazio... é um paúl que se acomodou ao local onde criou raízes. Outra face do que não és e querias ser. Cansaço de criar degraus para atingir a luz. Abandono. Para quê? Porquê? Porque já esperei e as borboletas não regressaram ao meu jardim. (Celina Seabra)