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Solidão ou negação do Eu?

A noite cobre a terra com o seu manto prateado.
O céu é riscado por relâmpagos que a iluminam.
Chove lá fora.
Aqui dentro tudo é sossego.
Embalo-me com o som das gotas que ressoa no telhado da casa.
Pertenço aqui. Parece-me que nunca saí daqui.
O barulho do mundo e o burburinho da gente que se apressa para realizar objetivos e ganhar o pão nosso de cada dia, assusta-me.
O materialismo passou a fazer parte do instinto humano.
Esqueceu o que é natural.
Perdeu a Fé.
Passou a ser agnóstico, ateu, só para justificar que não é cristão.
É mais fácil não ser responsabilizado por determinados atos, se desconhecermos o cristianismo.
Como se o cristianismo fosse apenas rezar, saber as orações de cor, praticar rotinas diárias e dominicais.
Não é assim que compreendo hoje o cristianismo.
Se calhar porque não sou um bom cristão.
É mais fácil deixar para os outros a responsabilidade de ajudar o próximo.
É mais fácil viver só para mim.
É mais fácil não sair, não enfrentar o barulho do mundo, o choque da mudança.
É mais fácil dizer que estou anestesiado.
É mais fácil dizer que não tenho culpa porque não intervim, não vi, logo não poderei testemunhar.
É mais fácil calar e não queimar a barba dos outros.
É mais fácil colocar a tua própria " barba" de molho...
É mais fácil desistir e morrer...
O mundo continua sem mim, sem ti...

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