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Coração


Em mim sinto-o bater.
É, às vezes, o pulsar ritmado, o tique tac regular e funcional
Atento e racional.
A ondulação fá-lo sorrir
e o meu coração  ganha coragem com o porvir.
Outras, é tremor, medo, tormenta.
Dentro de mim parece onda que contra a costa rebenta.
É medo inexplicável, taquicardia implacável!
É desejo de nada, de ser insensível e impensável.
De passar além sem dar por isso.
De dormir sem compromisso.
Ir, vaguear para não sentir.
Coração, por que teimas ser dono de mim?
Descontrola a emoção,
Solta a minha alma,
que voe tal o chapim e encontre o equilíbrio
como a orquestra que em dia casual surpreende o passeante com um grande festim!

( Celina Seabra)

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