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Meu Sol

Sol,
astro majestoso que acorda a madrugada.
Luz ofuscante, raio x estonteante
véu diáfano da manhã abrigada,
maestro do rouxinol cantante e seu maior amante.
Sol,
circulo da felicidade e da minha sanabilidade, pílula da curabilidade dos meus instáveis pensamentos.
Teus raios são unicamente a verdade,
o paraquedas  que me sustenta e rasga a névoa da alma débil e frágil que pulula num mundo paralelo a este: distante, ideal,efémero...
És o senhor do  meu  primeiro sorriso,
a girandola através da qual se vê o arco-íris de cores que descansa em mim.
Paz desejada numa ansiedade descomunal e inexplicável.
Abraço aconchegante, és TU!

( Celina Seabra)




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Um gigantesco  incêndio  lavra o meu país. É tão pequeno, este cantinho à beira-mar, e tão grande o dragão que há já alguns dias Tomou posse deste pequeno jardim… É um ser feroz, uma alma diabólica, egoísta, Que saiu das profundezas do inferno Onde estivera hibernado, e teima em fustigar de labaredas cintilantes um cantinho que já fora verde, muito verde, quase de encantar… A cauda chamejante, magnânima,  serpenteia  o meu Portugal E a alma diabólica, impetuosa, continua a criar paisagens dantescas. E sobre nós, um céu de bronze, asfixiante… As noites surgem  avermelhadas e fuliginosas Como se tivessem acendido milhares de archotes. Ao redor, paira a cinza e as faíscas queimam as fagulhas Que já foram pinho… Mas o dragão não é fácil de atacar. Cavaleiros da paz constroem armadilhas e lutam Dia e noite a fim de vencer a Besta. Vidas são dizimadas, ceifadas como ervas daninhas… Ao dragão nada importa a não ser o prazer...

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